Descobrindo o Mundo Estomizado: Vivência das Pessoas com o Dispositivo

Autores

  • Caroline de Oliveira Ribeiro Enfermeira Assistencial do Setor de Internação Cirúrgica do Hospital Universitário Sistema Mãe de Deus – Porto Alegre (RS), Brasil.
  • Rosani Manfrin Muniz Doutora em Enfermagem. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) – Pelotas (RS), Brasil.
  • Sandra Marina da Silva Rosado Furtado Especialista em Enfermagem em Estomaterapia. Enfermeira Estomaterapeuta do Programa de Assistência ao Estomizado e Incontinente (PAEI) do município de Pelotas – Pelotas (RS), Brasil.
  • Aline da Costa Viegas Mestre em Ciências. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da UFPel.
  • Débora Eduarda Duarte do Amaral Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem UFPel.

DOI:

https://doi.org/10.5327/Z1806-3144201500010003

Palavras-chave:

Neoplasias Colorretais. Estomia. Enfermagem.

Resumo

Objetivo: Conhecer a vivência das pessoas estomizadas por câncer colorretal, identificando as mudanças no cotidiano e as estratégias de enfrentamento utilizadas. Metodologia: Estudo descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, com oito pessoas estomizadas cadastradas no Programa de Assistência ao Estomizado de uma cidade no sul do Rio Grande do Sul. A coleta de dados ocorreu no mês de setembro de 2010, por meio de entrevista semiestruturada, as quais foram gravadas e transcritas na íntegra. Resultados: Foram abordadas as seguintes temáticas: as mudanças no cotidiano do portador de estomia, sendo evidenciado o isolamento social, a impossibilidade de realizar as atividades diárias, como o trabalho e os afazeres domésticos, aposentadoria precoce, frequência da dor, a construção de uma nova imagem, aceitação e autocuidado. Nas estratégias utilizadas para o enfrentamento da estomia por câncer foi demonstrado que o apoio da família, dos amigos, do enfermeiro estomaterapeuta e dos grupos, aliado à crença religiosa, é elemento importante nesse processo. Conclusão: Entende-se que a assistência integral à pessoa estomizada requer esforços de uma equipe multiprofissional, pois o processo de aceitação e enfrentamento da nova condição é complexo. Nesse sentido, exige a participação de toda a equipe profissional envolvida, em especial do enfermeiro, a fim de construir um planejamento discutido e compartilhado em todo o período perioperatório.

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Publicado

2016-03-23

Como Citar

1.
Ribeiro C de O, Muniz RM, Furtado SM da SR, Viegas A da C, Amaral DED do. Descobrindo o Mundo Estomizado: Vivência das Pessoas com o Dispositivo. ESTIMA [Internet]. 23º de março de 2016 [citado 4º de abril de 2025];13(1). Disponível em: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/100

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